LUIZ GONZAGA DE
MEDEIROS BEZERRA, natural de Acari-RN, a 21 de junho de 1923 e faleceu no
dia 04 de novembro de 2019 21 06 1923, filho de Silvino Bezerra Neto e d. Maria
Meira e Sá Bezerra. Fez o curso primário e parte do ginásio no Colégio Santo
Antônio (1930-38), complementando-o no Colégio Estadual do Atheneu Norte-rio-grandense.
Desde cedo integrou-se às atividades esportivas da cidade, como atleta,
fundador, dirigente e colaborador de clubes, associações e federações. Praticou
ginástica (barras, argolas e halteres), futebol, natação, remo, pesca e tênis
de mesa. Embora torcedor do América Futebol Clube, colaborou com o Alecrim -
instituição do meu bairro, diz ele — e com o Santa Cruz (hoje extinto) e foi
associado do Sport Club de Natal e do Clube Náutico Potengi, agremiações de
remo (pela diminuta quantidade de barcos que possuíam, justifica o próprio). E
complementa: Também pratiquei o futebol na primeira Liga Suburbana de Natal, em
1939, dirigida por Joaquim Victor de Hollanda, Djalma Maranhão e outros, e, com
o intuito de contribuir ainda mais para o desenvolvimento dos esportes, passei
a escrever em todos os jornais da cidade e de outros pontos do país (O
Seridoense, p. 28). Profissionalmente, trabalhou na empresa Armando Campello
& Gentil Ltda., construtora de dezenas de prédios da Base Aérea de Parnamirim
e da Base de Hidroaviões, no período da II Guerra Mundial; foi funcionário e
gerente da Serraria Arcantil Ltda. (1939-46); comerciante autônomo no ramo de
material de construção (1946-70); vice-Presidente da Associação Comercial do
Rio Grande do Norte e Presidente da Comissão de Importação e Exportação
(1962-95); Presidente, depois Diretor Administrativo e Financeiro e, por fim,
superintendente da área de operações de Mossoró da então
TELERN-Telecomunicações do Rio Grande do Norte (1970-85); sócio (1950) e reorganizador
(1993) da Previdente Natalense e sócio efetivo e benemérito do
SINTEL/RN-Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Radiotelefônicas do Rio
Grande do Norte (1993). Na área cultural, foi presidente de honra e fundador,
juntamente com Câmara Cascudo, Rômulo Wanderley, Luiz Rabelo, Francisco Menezes
e Aluízio Menezes, entre outros, do Clube de Trovadores do Rio Grande do Norte,
hoje Academia Potiguar de Trovas (1965); membro fundador da Sociedade
Filatélica Potiguar (1966); estagiário da ADESG-Associação dos Diplomados da
Escola Superior de Guerra (1970); membro e tesoureiro da Liga de Ensino do Rio
Grande do Norte, entidade mantenedora da Escola Doméstica de Natal (até o ano
2000); fundador do primeiro coral da TELERN (1981); membro efetivo e 2º secretário
do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (1982-2000); membro
fundador, em Natal, do Centro Acariense (1984); instituidor da Fundação
Cultural Padre João Maria, entidade fundada em 1987 com o objetivo de criar e
implementar o jornal “A Verdade”; fundador e sócio benemérito da Associação
Cultural Maestro Felinto Lúcio Dantas (1988); fundador, com o jornalista
Arlindo de Melo Freire e outros, da Associação de Pesquisadores do Nordeste
(1993) e membro do Conselho de Vaqueanos (1993), Segundo Capataz e Patrão de
Honra (1994) do Centro Potiguar de Tradições Gaúchas. Sua participação na área
esportiva, no entanto, se revela ainda mais intensa: foi membro fundador do
Pâmpano Esporte Clube (1954), primeira entidade de pesca amadora criada no Nordeste;
fundador da FNCS-Federação Norte-rio-grandense de Caça Submarina (1954); membro
das Comissões de Construção dos Estádios Santos Reis (1954) e Humberto de
Alencar Castelo Branco (1970), hoje João Cláudio de Vasconcelos Machado
(“Machadão”); fundador e primeiro presidente da FNPAFederação
Norte-rio-grandense de Pesca Amadora (1961), segundo órgão especializado criado
no Brasil; membro do primeiro Conselho Deliberativo da FENAT-Fundação de
Esportes de Natal (1966); fundador da FNTA-Federação Norte-rio-grandense de
Tiro ao Alvo (1969); vice-presidente dos interesses esportivos amadores do
América Futebol Clube (1969-70); membro do CRD-Conselho Regional de Desportos
por mais de vinte anos e seu presidente (1981); sócio contribuinte, benemérito,
remido e patrimonial de quase todos os clubes de Natal, entre os anos de 1984 e
1990 e, enfim, Diretor do Departamento Autônomo de Atletismo da FND-Federação
Norte-rio-grandense de Desportos durante a gestão de João Machado, que durou
treze anos. Depositário de rico acervo de informações sobre pessoas, fatos e
feitos potiguares, faculta-lhe o acesso a quem lhe recorra, bem como é capaz de
pô-lo à disposição, espontaneamente, sabedor de circunstanciais estudos do
gênero. A partir desse arquivo produziu e publicou mais de seiscentos perfis de
desportistas do século vinte no mencionado jornal “A Verdade”, a1ém de, em
outros periódicos, inúmeras matérias sobre cinema, teatro, livros e autores,
viagens, entidades assistenciais e religiosas e diversos outros temas. Por sugestão
sua a Prefeitura do Natal adotou mais de duzentas personalidades como patronos
de ruas da cidade, da forma que, em largo gesto de desprendimento e espírito
público, doou mais de 4.000 livros para as bibliotecas municipais de Acari e
Macaíba e para o Museu do Médico do Rio Grande do Norte. Agraciado com os
títulos de Cidadão Natalense e de Carnaúba dos Dantas (1970 e 1987,
respectivamente), é portador de mais de 100 diplomas, comendas, certificados,
placas e medalhas de várias instituições do país e é membro do Instituto
Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e da ACERN-Associação dos
Cronistas Esportivos do Rio Grande do Norte. Casou-se com d. Zilda Alves Meira
Bezerras, com a qual teve cinco filhos: Manoel, Elizabeth, Carlos Alberto, Ana
Eleonora e Cynthia, e continua com a mesma energia e disposição na tarefa que
se propôs como memorialista
FONTE: Revista O
SERIDOENSE, 3ª EDIÇÃO, NOVEMBRO DE 2006, JARDIM DO SERIDÓ-RN. DEPOIMENTO DO
AUTOR

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